O Prazer da Minha Própria Companhia

domingo, 30 de novembro de 2014

Um café no shopping
Um cinema às três da tarde
Um passeio no parque
Um mergulho no mar

Um jantar num restaurante
Uma compra no mercado
Uma caminhada no lago 
Um show num lugar fechado

Não Vou Dizer

sábado, 29 de novembro de 2014

Não vou dizer que minha saúde está como antes
Que meus remédios estão guardados
Que meu coração anda calmo

Não vou dizer que não choro quando ninguém vê
Que não penso no que quero ser
Que não faço por preguiça de viver

Não vou dizer que eu sigo o que foi recomendado
Que ouço o que me falam
Que analiso os fatos

Não vou dizer que eu não sinto
Que não penso
Que não acredito

Nessa Vontade de Querer

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nessa vontade de querer gritar pro mundo o amor que não cabe mais em mim
Encontro forças para lutar todos os dias por algo incerto
Buscando um substantivo concreto
Mesmo que tenha que procurar em Berlim

Nessa vontade de querer seu coração

Encontrei o meu que andava escondido
Fugindo do perigo
Evitando a solidão

Nessa vontade de querer um pouco do teu amor

Me esqueci dos outros e te fiz de umbigo
Como um Sol, até nos domingos
E assim que te vi, deixei de lado meu rancor

Nessa vontade de querer você aqui por perto

Surto por não ser capaz de fazer algo de imediato
Mesmo que me esforce ao máximo
Investigo maneiras de agilizar o processo

Oi,

  às vezes eu me sinto uma maluca por procurar você na rua nos detalhes que deixo passar. Minha mente têm esse péssimo hábito de me pregar peças para que eu ache você até no ar.
   Eu lembro de todas as declarações que fiz que mais pareciam depoimentos do orkut. Lembro de quase tudo que passamos, apesar de você saber que minha memória é um verdadeiro Windows 95. E tudo o que nos trouxe até aqui, me leva a crer que a gente faz o nosso destino.
   Ainda me intrigo com todas as vezes que fico sem ar só de ouvir sua voz, e pensar que eu quero chorar sempre que estou só. Mas lembro de todas as vezes que chorei ao telefone e você me confortava mesmo distante, mesmo sem palavras. 
   Você sabe que talvez ninguém nos leve a sério, ainda mais com essa brincadeira de gato e rato em que vivemos, mas mesmo assim persistimos e mostramos à todos porque estamos aqui. 
    É isso, enfim. 

Não É De Hoje

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

  Não é de hoje minha paixão por blogs, criei meu primeiro blog quando eu tinha 11 anos e falava sobre coisas aleatórias que eu achava na internet, tipo famosos no twitter ou um vídeo novo que tinha lançado. Por muito tempo mantive um tumblr, depois troquei, e depois troquei de novo. E depois de algum tempo cá estou eu de novo escrevendo num blog.
  Tanto o Jamais Amélia como no Amélia On-Line, um blog alternativo desse. É como seu eu tivesse essa sina de manter conectada, ter um espaço que é só meu, mesmo que on-line, é importante pra mim. Pois só nele eu posso ser eu mesma, dizer o que penso, o que quero, o que gosto.
   E hoje exploro uma nova paixão, a fotografia, a primeira de muitas. O foco foi mostrar um pouco dessa vida de blogueira que tem me cativado gradativamente. Não espero agradar a todos, na verdade, à princípio o objetivo era só agradar a mim mesma, mas a vontade de gritar para o mundo "EI! OLHA SÓ QUEM EU SOU" é maior.
  

AMÉLIA ON-LINE DE CARA NOVA

http://ameliaon-line.blogspot.com.br

(Parte 2) Amor à Distância e Amizades

  Nesse meio tempo de subir e descer de quinze em quinze dias, acabei descobrindo coisas como o amor à distância e fazendo amizades que eu nunca tive. Ficar longe do namorado nunca é bom, mas te ensina muitas coisas, como ter paciência, ser mais compreensiva e a aproveitar cada momento.
  Namorar é sempre aquela expectativa toda. Namorar a distância é terrível porque tudo o que você faz ou planeja fazer aparece um "queria que meu namorado estivesse aqui" e quanto mais tempo têm o namoro, pior isso fica, as lembranças são muito intensas assim como a vontade de tê-lo por perto.
   Eu nunca fui uma amiga ideal para falar a verdade, confesso que me mudar dificultou tudo. Claro que sempre tem aquela amizade que tu fala de cinco em cinco anos e é como não tivesse mudado nada, mas ao mesmo tempo 99% dos laços se desfizeram. Por bastante tempo eu me senti excluída, sozinha.
   Foi difícil no começo, ter que ficar me adaptando, nunca tinha ido pra um lugar novo, foi bem radical. Na segunda tentativa admito que fiz amizades que não quero perder nunca. É sempre bom ter alguém que se lembra de ti, que mesmo que te conheça a pouco tempo parece que te conhece a anos. É bom ter amigos, mesmo que distantes, seja por quilômetros ou por uma rua.

Um Ano e Meio

  Ainda era cedo quando fechei a última mala, estava pronta, ansiosa. Deixei toda a angústia e o estresse  acumulado de lado e embarquei consciente do meu destino. Confesso que odiei aquele lugar por muito tempo, mas a vida é engraçada e me mostrou que nós realmente só damos valor a determinadas coisas quando as perdemos.
   Eu adorava andar de ônibus quando não tinha mais ninguém na rua, e ele ia tão rápido que eu não conseguia ficar na janela. Eu adorava andar naquelas mesmas ruas, cheias ou vazias, de dia ou de noite. Eu adorava ter liberdade, ir nos lugares, me divertir. Eu podia ser quem eu quisesse afinal, ninguém sabia quem eu era, nem eu mesma.
   Muitas pessoas acharam que a ida pra essa cidade não passou de uma fase ruim, mas eu preciso admitir que foi muito melhor do que eles pensam. Até eu mesma achei que eu odiasse aquele lugar, e queria me livrar dali o mais rápido possível, mas no fundo eu sabia que sentiria falta daquela cidade. Lá eu era tão eu, tão livre, de um jeito que eu nunca pensei que pudesse. Mas felicidade de pobre dura pouco, e a minha durou um ano e meio.